Artigos Postado no dia: 12 fevereiro, 2026

Escrever para ser lido por humanos e por IA: saiba como o marketing de conteúdo está se transformando

Conteúdo escrito por humanos e por IA apresenta alguma diferença, seja no seu teor ou nos seus efeitos práticos? Essa é uma discussão interessante cuja resposta pode variar de pessoa para pessoa, e sob o aspecto objetivo, pode até mesmo conforme o segmento de conteúdo ou de mercado.

Mas para quem lida com marketing profissional, a resposta é: sim, há diferenças e elas fazem a diferença nos resultados de um projeto de marketing.

Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, produzir textos ficou mais rápido, barato e acessível. Exatamente por isso, o marketing de conteúdo tem ficado mais homogêneo. Nesse novo cenário, o desafio deixou de ser apenas publicar com frequência e passou a ser outro: escrever para ser lido por humanos e por IA ao mesmo tempo, sem perder identidade, conexão, autoridade e boa performance de SEO.

A verdade é que o marketing de conteúdo está atravessando uma transformação silenciosa. Para conseguir se adaptar bem, é preciso não ser nem conservador demais para descartar a IA, nem afoito demais para usá-la em absolutamente tudo.

Não se trata de escolher entre humano ou máquina, mas de entender como cada um lê, interpreta e valoriza um texto. Nesse artigo, você vai entender como isso acontece no marketing digital!

 

Você sabe diferenciar um texto feito por humanos e por IA? Isso faz diferença?

Na prática, sim, faz diferença.

Textos gerados exclusivamente por IA tendem a seguir padrões previsíveis: estruturas muito semelhantes, vocabulário neutro, explicações genéricas e conclusões seguras demais. Isoladamente, eles não estão “errados”. O problema surge quando todo mundo começa a publicar o mesmo tipo de texto, com o mesmo tipo de estrutura e linguagem.

Quem tem o olho mais “treinado” ou consome muitos conteúdos notará os padrões em comum e perceberá logo quais são feitos com IA. E quem não tem pode até gostar dos textos, mas talvez sinta o contraste quando entrar em contato com outros pontos de atendimento da marca que são conduzidos por humanos.

Para o leitor, ser humano, isso gera desconexão. Falta voz, falta posicionamento, falta experiência real. O texto informa, mas não marca, não cria lembrança nem confiança.

Para os algoritmos dos mecanismos de busca na Internet, isso também importa. O Google vem reforçando diretrizes que valorizam conteúdos úteis, originais, com sinais claros de experiência, autoridade e confiabilidade. Quando um texto soa genérico demais, sem exemplos concretos, sem ponto de vista e sem aprofundamento, ele perde força competitiva em relação a outros conteúdos considerados pelos buscadores (mesmo que esteja “correto” do ponto de vista técnico).

Ou seja: se todos escrevem com IA do mesmo jeito, ninguém se diferencia. E diferenciação é um ativo central do marketing de conteúdo.

 

Como o marketing de conteúdo está se transformando para tratar diferente conteúdos feitos por humanos e por IA

O marketing de conteúdo não necessariamente rejeita a IA, mas está em um processo de amadurecimento sobre o uso dela para a produção de conteúdo.

Hoje, há uma valorização crescente de conteúdos que demonstram:

  • “voz própria”;
  • experiência prática real;
  • visão crítica ou interpretativa;
  • linguagem contextualizada ao público;
  • exemplos concretos, narrativas de casos, erros e aprendizados.

Isso não significa que o Google “penaliza” automaticamente textos feitos com IA. Mas ele prioriza conteúdos feitos *por e para* humanos, sim, mesmo que tenham apoio de ferramentas automatizadas.

Na prática, isso muda a forma de produzir. Textos puramente informativos, rasos ou excessivamente neutros tendem a competir em desvantagem. Já conteúdos que organizam ideias, interpretam cenários, explicam decisões e assumem um tom próprio ganham maior espaço.

Essas diferenças também têm relação com estratégias de branding e diferenciação. Empresas e profissionais que publicam apenas textos genéricos começam a se diluir no meio do ruído digital. Já quem usa o conteúdo para expressar valores, posicionamento e visão de mundo constrói algo mais duradouro.

 

Você deve largar a IA?

Não, o erro está em delegar tudo à IA e publicar o resultado bruto, ou considerar a produção de conteúdo como algo feito apenas para “cumprir tabela”, como se fosse obrigatório ter um blog e perfil de rede social cheio de posts mas sem necessariamente ter uma história autêntica pra contar ali.

A IA é excelente para organizar ideias, acelerar rascunhos, estruturar plano, textos, sugerir variações e apoiar estratégias de SEO. Ignorá-la não necessariamente é sinal de sofisticação.

Mas é preciso saber que conteúdo estratégico exige supervisão e curadoria humanas. É o humano que deve decidir:

  • o que aprofundar;
  • o que cortar;
  • que tom adotar;
  • onde posicionar opinião e onde ser neutro;
  • que linguagem deve ser ajustada;
  • como incluir repertório próprio e exemplos reais;
  • como alinhar o texto à identidade da marca;
  • quais riscos de posicionamento valem a pena ou não.

O diferencial não está em escrever sem IA, mas em escrever com IA e com critério e adicionando voz própria.

 

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Alexandre de Souza Teixeira

Head – Sócio Fundador da IN COMPANY e especialista em marketing médico e saúde em geral.

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