CRM é software ou estratégia? Você sabe responder a essa pergunta, e sabe como o CRM pode fazer a diferença para seu escritório de advocacia?
O CRM pode ser a diferença entre um escritório que simplesmente conquista novos contatos e outro que consegue organizar, acompanhar e compreender as oportunidades que chegam por seus diferentes canais de comunicação.
Pouco adianta investir em marketing jurídico digital para atrair potenciais clientes se, depois do primeiro contato, ninguém sabe exatamente quem respondeu, qual era sua demanda ou qual deve ser o próximo passo. Esses dados precisam ser organizados e muito bem geridos. Mas na prática, isso nem sempre acontece!
Quando um escritório de advocacia que não tem CRM recebe contatos pelo site, WhatsApp, redes sociais, telefone ou campanhas de mídia paga, as informações ficam espalhadas entre diferentes atendentes, e-mails e plataformas.
Se o seu escritório ainda tem essa dificuldade, esse artigo é para você: entenda agora mesmo como o CRM pode te ajudar a gerir melhor seus contatos e parar de perder negócios.
O que é o CRM? Software ou estratégia?
A sigla CRM significa Customer Relationship Management, que em português significa Gestão de Relacionamento com o Cliente. O termo pode se referir tanto à estratégia de relacionamento quanto às tecnologias utilizadas para colocá-la em prática.
Um sistema de CRM permite centralizar informações sobre contatos, registrar interações, acompanhar etapas do relacionamento e organizar tarefas, comunicações e retornos etc.
Se um escritório que investe em Google Ads ou que conta com boa visibilidade e tráfego orgânicos recebe 30 contatos em diferentes canais durante uma semana, mas não tem uma estrutura organizada de CRM, pode ser difícil saber quantas pessoas receberam retorno, quais demonstraram interesse, quais ainda precisam de acompanhamento e de onde vieram esses contatos.
O CRM transforma essas informações em uma visão organizada, um fluxo linear e com possibilidade de ação e mensuração em cada etapa.
Entretanto, contratar um software não resolve o problema automaticamente. É necessário definir processos:
- quais informações serão registradas;
- quem ficará responsável pelo acompanhamento;
- quais etapas serão utilizadas;
- quais indicadores serão analisados;
- entre outras etapas e critérios.
Por isso, CRM é tanto tecnologia quanto estratégia.
Qual o papel do CRM dentro de um plano de marketing jurídico digital
A jornada de compra no marketing digital, de uma maneira geral, é a seguinte:
Google → site → conteúdo → contato → CRM → relacionamento
Como é possível perceber, o CRM ocupa uma posição importante entre a atração de potenciais clientes e o relacionamento que acontece depois do primeiro contato.
Ele age como uma “agenda”, mas muito mais potencializada pela tecnologia, fazendo com que você não precise depender da memória, e às vezes, nem mesmo da sua iniciativa própria (já que o CRM pode automatizar algumas ações).
Logo, o CRM faz toda a diferença na gestão do relacionamento, não só para não desperdiçar contatos, mas também, para conseguir dar o tratamento adequado a cada lead.
Isso é especialmente relevante porque nem toda pessoa que chega ao escritório está pronta para avançar imediatamente. Algumas ainda precisam compreender melhor sua situação, reunir documentos, conversar com familiares ou simplesmente decidir se aquele é o momento adequado para buscar orientação jurídica.
Ter essa informação organizada permite que o escritório compreenda melhor sua jornada.
Além disso, o CRM ajuda a avaliar a performance da própria estratégia de marketing que o escritório está aplicando. Por exemplo:
- se determinados conteúdos geram muitos acessos, mas poucos contatos, talvez exista uma questão de conversão;
- se uma campanha gera muitos contatos, mas poucos avançam, pode ser necessário analisar a qualidade desses leads ou o processo de atendimento;
- e por aí vai.
A OAB permite o uso de CRM?
Sim. O uso de CRM como ferramenta de organização e gestão de relacionamento não é, por si só, proibido pela OAB em suas normas de regulamentação da publicidade na advocacia.
O ponto de atenção deve estar na maneira como o sistema é utilizado.
O Provimento nº 205/2021 da OAB permite a utilização de ferramentas tecnológicas na estratégia de marketing jurídico, desde que a comunicação profissional respeite os princípios éticos da advocacia. Isto é: a publicidade deve ter caráter informativo, ser discreta e sóbria e não configurar captação indevida de clientela ou mercantilização da profissão.
Isso significa que utilizar um CRM para organizar contatos, registrar interações, analisar a origem das oportunidades e melhorar processos internos é permitido. Porém, usá-lo para criar abordagens comerciais agressivas ou utilizar dados os dados geridos para práticas incompatíveis com as regras profissionais – essas sim são condutas que violam as normas da OAB.
Também é necessário considerar a LGPD, especialmente quando o escritório armazena informações pessoais e dados relacionados às demandas dos potenciais clientes.
O CRM deve, portanto, fazer parte de uma estrutura de governança: é importante definir quais dados são coletados, por quê são utilizados, quem pode acessá-los e por quanto tempo serão mantidos.
Já parou para pensar quantos leads seu escritório de advocacia perde por não ter CRM? Mude isso agora!
O CRM cria uma ponte entre marketing, atendimento e gestão. Ele te ajuda a responder perguntas muito mais complexas que “quantas pessoas visitaram meu site?” – por exemplo: “quantas oportunidades foram geradas e o que aconteceu com elas?”
Então, talvez o seu escritório não esteja perdendo oportunidades por um problema de visibilidade ou atração de contatos. Talvez parte do problema esteja justamente depois que o potencial cliente chega.
Contatos que enviam mensagens mas não recebem retorno; formulários preenchidos no site que ninguém acompanha; potenciais clientes que procuram o escritório novamente meses depois de um contato e precisam explicar toda a situação desde o início… Cada uma dessas situações representa um possível ponto de perda na jornada.
O CRM não cria, sozinho, novos clientes; o que ele faz é permitir que o escritório tenha mais controle sobre as oportunidades que já estão sendo geradas.
Gerenciar bem os relacionamentos que surgem a partir dessa atração pode ser justamente o que transforma investimento em marketing em oportunidades reais para o escritório.
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Alexandre de Souza Teixeira
Head – Sócio Fundador da IN COMPANY e especialista em marketing jurídico desde 2005.
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