Artigos Postado no dia: 26 fevereiro, 2026

O que realmente diferencia empresas que atraem bons clientes com marketing digital sem violar leis e a ética comercial

Marketing digital pode ser feito de diversas formas, e infelizmente, há quem prefira aquelas que geram resultados mais rápidos ou métricas de vaidade – ou seja: muitos seguidores, muitos leads, mas pouca verdade, consistência, e o pior: pouco retorno sobre o investimento e muito risco (jurídico, ético, técnico, reputacional).

No fim, o que realmente diferencia empresas que atraem bons clientes sem ferir regulamentações é a mentalidade: empresas bem-sucedidas constroem autoridade, relacionamento e presença digital sólida, e preferem crescer com calma mas consistência e sustentabilidade do que com improvisos, atalhos e riscos.

A diferença não está apenas no resultado. Está na forma como ele é construído.

Quer saber o que diferencia essas empresas e como elas selecionam quais técnicas de marketing digital vale a pena usar ou não?

Acompanhe essa leitura e entenda.

 

Quais são os riscos legais e éticos envolvidos no marketing digital feito sem conhecimento e planejamento?

Quando o marketing digital é conduzido sem estratégia, sem assessoria especializada e sem atenção às normas, ele pode atrair diversos tipos de riscos legais, éticos e técnicos ou de performance.

Ou seja: um marketing digital descuidado pode incidir em práticas que vão contra leis, ou que geram riscos de danos morais e éticos a terceiros, ou que gerem riscos ao sucesso da sua própria estratégia ao atrair “punições” do algoritmo do Google.

Muitos desses riscos são inclusive invisíveis até que surja um problema. Mas é importante que você os conheça!

Alguns desses riscos são:

 

Riscos relacionados ao Código de Defesa do Consumidor (CDC)

Promessas exageradas, garantias implícitas de resultado ou informações pouco claras podem caracterizar propaganda enganosa ou abusiva. O Código de Defesa do Consumidor exige transparência, clareza e veracidade nas comunicações comerciais.

 

Riscos relacionados à legislação de proteção de dados (LGPD)

O tratamento de dados sem consentimento adequado atrai risco de violação à a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Algumas práticas arriscadas são:

  • uso de listas de e-mails compradas;
  • disparos massivos de mensagens, e-mails etc sem autorização;
  • armazenamento inadequado de informações;
  • divulgação de informações dos seus leads;
  • entre outras.

Sem um planejamento estruturado (especialmente ao utilizar formulários, landing pages, software de CRM e mandar e-mails aos leads), sua empresa pode incorrer em infrações à LGPD.

A lei prevê sanções de diversos tipos, como:

  • multa que pode chegar a até 2% (dois por cento) do faturamento da empresa;
  • bloqueio ou eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados;
  • entre outras.

Além das sanções da LGPD, também não podemos descartar os danos reputacionais, pois uma empresa publicizada como infratora da LGPD é vista como uma empresa que não é séria, não oferece serviços seguros e não respeita o consumidor.

 

Riscos relacionados à concorrência desleal (LPI)

A Lei da Propriedade Industrial prevê hipóteses de concorrência desleal, como:

  • usar artifícios fraudulentos para desviar clientela;
  • divulgar informações falsas sobre concorrentes para obter vantagens;
  • divulgar falsos atributos, como meio de propaganda;
  • usar ou imitar expressão ou sinal de propaganda alheios, causando confusão no público consumidor;
  • e várias outras.

Um famoso caso de concorrência desleal já reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça são as campanhas que utilizam o nome de concorrentes para captar tráfego pago.

 

Punição do próprio Google e dos algoritmos

Além das questões legais, há riscos técnicos. O uso de práticas como compra de backlinks, excesso de palavras-chave, conteúdo duplicado ou manipulação artificial de avaliações pode resultar em penalizações do Google.

O resultado é a queda de posicionamento nas buscas, o que gera perda de tráfego, e claro, desperdício de investimento.

 

Condutas vedadas por Conselhos de Classe e normas específicas

Profissões regulamentadas possuem diretrizes próprias. A OAB, por exemplo, impõe limites claros à publicidade jurídica. Conselhos de Medicina, Odontologia e Psicologia também estabelecem regras sobre exposição de resultados, imagens de pacientes e promessas terapêuticas.

O descumprimento dessas normas pode resultar em advertência, multa ou processo ético-disciplinar.

 

Marketing digital ético e de resultados: o que diferencia as empresas sustentáveis, éticas e bem-sucedidas

Empresas sérias e sustentáveis não enxergam o marketing como um atalho ou técnica rápida para acelerar resultados ou consertar problemas nas vendas. Elas enxergam o marketing como a construção de um posicionamento que vai atrair ou fidelizar contatos, e entendem que isso envolve:

  • planejamento estratégico;
  • definição clara de público-alvo;
  • posicionamento consistente de marca;
  • produção de conteúdo de teor informativo, não de teor comercial;
  • constância, qualidade e mensuração de dados.

Um dos grandes diferenciais dessas empresas é o uso de técnicas de inbound marketing para atrair, nutrir e converter clientes com base em conteúdo educativo e relacionamento. Ou seja: um bom marketing não faz pressão nem atrai clientes para te conhecer “na marra”. Um bom marketing posiciona a empresa certa diante do cliente certo e usa de técnicas naturais para conectar um ao outro.

Outro diferencial é o uso estruturado de técnicas e plataformas de CRM (gestão de relacionamento com cliente). Em vez de disparos indiscriminados de e-mails e SMS, essas empresas segmentam contatos, registram interações, acompanham o funil de vendas, respeitam consentimentos, registram tudo e analisam cada passo para que o relacionamento culmine em um negócio de forma espontânea e ética.

Além disso, o inbound marketing integrado ao CRM prioriza transparência: não promete o que não podem cumprir, não aborda ninguém sem consentimento, não explora vulnerabilidades do consumidor, não usa comparações agressivas, não força uma venda.

 

Como criar um bom planejamento e performance no marketing digital sem ferir regulamentações e a ética comercial? Veja 5 dicas

Esperamos que até aqui você já tenha entendido que vale muito mais a pena usar de técnicas éticas, com consistência e paciência, para atrair resultados sustentáveis no médio prazo, do que sucumbir a estratégias de ganho rápido e que geram riscos jurídicos e reputacionais.

Mas como implementar esse tipo de mentalidade e começar a fazer marketing digital assim?

Temos 5 dicas pra você:

  1. Estruture um planejamento estratégico antes de publicar
  • Defina objetivos claros, público-alvo, proposta de valor e canais prioritários de distribuição de conteúdo e de comunicação com seus prospects.
  • Avalie as normas do seu segmento de mercado antes de iniciar campanhas. Tenha uma lista clara das estratégias e técnicas que você pode ou não usar.

 

  1. Invista em inbound marketing e conteúdo educativo
  • Tenha seu próprio site e/ou produtos próprios de conteúdo. Não dependa apenas de mídias de terceiros;
  • Produza conteúdos que esclareçam dúvidas, expliquem processos e demonstrem autoridade técnica sem promessas indevidas;
  • Estude sobre inbound marketing e implemente-o por meio de software especializado e equipe de acompanhamento e gestão dos leads. O inbound marketing atrai clientes por interesse genuíno, não por pressão. Isso reduz riscos legais e aumenta a qualidade dos contatos.

 

  1. Utilize CRM com responsabilidade e conformidade à LGPD
  • Evite listas de e-mails ou listas de transmissão compradas ou disparos genéricos de e-mails ou SMS;
  • Implemente sistemas que registrem consentimento, segmentem contatos e organizem o relacionamento com leads.

 

  1. Alinhe marketing e jurídico (ou compliance)
  • Mantenha-se atualizado sobre as leis e normas que afetam seu setor;
  • Antes de lançar campanhas, valide com especialistas o copy, a estratégia, a mensagem e os formatos de divulgação.

 

  1. Não delegue 100% à IA
  • Use Inteligência Artificial (IA) para otimizar processos, mas não delegue tudo a ela. Curadoria e supervisão humana são essenciais;
  • Revise copy e conteúdos gerais produzidos com IA para ter certeza de que não contêm erros factuais, de que o tom está adequado para a comunicação que você deseja fazer. Texto com conteúdo equivocado gera risco e texto genérico não gera conexão!

 

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Alexandre de Souza Teixeira

Head – Sócio Fundador da IN COMPANY e especialista em marketing médico e saúde em geral.

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