Artigos Postado no dia: 10 fevereiro, 2026

Por que escritórios que não constroem mídia própria dependem sempre de indicação

Mídia própria: seu escritório tem, ou só aparece às custas de terceiros?

Durante muito tempo, a advocacia cresceu sustentada quase exclusivamente por indicações. Esse modelo ainda funciona, mas hoje, ele é insuficiente (ou, pelo menos, quando usado de forma isolada). A OAB ainda espera que a advocacia seja discreta, não comoditizada, e que a publicidade advocatícia seja sóbria e moderada. Mas isso não significa que não seja possível “aparecer” um pouco mais. Hoje em dia, é inclusive recomendado. E para isso, é essencial você construir sua mídia própria: ter um site bem alimentado, blog, artigos, conteúdos, materiais ricos, landing pages.

Quando isso não existe, o escritório não controla sua comunicação, seu alcance, seu posicionamento estratégico e nem seu crescimento; não constrói autoridade nem obtém dados suficientes para mensurar a performance digital.

Entenda quais são os riscos que você corre quando não constrói mídia própria de marketing jurídico e saiba por que alguns escritórios ainda caem nesse erro.

 

Por que alguns escritórios insistem em não construir mídia própria e preferem focar somente em redes sociais?

O cenário digital mudou a forma como clientes buscam, avaliam e escolhem advogados. Ainda assim, muitos escritórios seguem apostando tudo em redes sociais ou no “boca a boca”, sem perceber o risco invisível que isso carrega.

Há algumas razões recorrentes para isso e até mesmo compreensíveis, de certa forma:

 

Cultura da indicação

Antigamente, advogados angariavam clientes de forma totalmente dependente das indicações. Muitos escritórios cresceram assim e acreditam que isso sempre será suficiente.

Indicação é excelente, mas não pode depender apenas deste canal. O problema é que indicação não é previsível, nem escalável. Ela depende de fatores externos e de um fluxo que o escritório não controla.

Além disso, a concorrência hoje em dia está cada vez maior.

 

Facilidade

Criar um perfil no Instagram é rápido, barato e pode dar retorno imediato em forma de curtidas, comentários e visualizações. Isso gera a impressão de presença e movimento, mesmo quando não há conversão real.

 

Falta de conhecimento sobre estratégias de marketing digital

Não podemos negar que ainda existe certo preconceito ou desconhecimento quanto a técnicas de marketing digital e outras técnicas que podem ser usadas no marketing jurídico.

Por exemplo, construir mídia própria costuma ser confundida com algo muito complexo, caro ou “coisa de empresa grande”. Mas na prática, ter esse tipo de mídia é justamente o que dá autonomia e gera resultados sustentáveis no médio e longo prazo.

 

Achar que redes sociais são suficientes

Por fim, existe um erro comum: achar que o alcance e visibilidade que as redes sociais proporcionam são suficientes e tornam desnecessário investir em mídia própria.

Esse é um grande erro, e vamos explicar o porquê no próximo tópico.

 

4 riscos do escritório de advocacia que não constrói mídia própria

Não há problema em aproveitar o que as redes sociais, a imprensa, o “boca a boca” ou plataformas de terceiros podem oferecer.

O risco começa quando você aposta só nisso e deixa de investir em construir algo para si.

Conheça alguns riscos que seu escritório pode correr quando ele não constrói seu próprio site e conteúdo:

 

  1. Depender sempre de indicação

Ser indicado por clientes e conhecidos é sempre bom, mas depender exclusivamente disso coloca o escritório em uma posição passiva.

O fluxo de novos clientes fica condicionado às oscilações do mercado, à memória de antigos clientes, à disposição de parceiros etc. Isso tudo é muito instável e imprevisível.

Além disso, indicações tendem a se concentrar nos mesmos perfis de demanda, o que dificulta a expansão para novas áreas ou perfis e públicos estratégicos.

Sem mídia própria, o escritório não educa o mercado, não amplia sua visibilidade e não cria novos pontos de entrada.

Como resultado, o crescimento do escritório pode se tornar lento, irregular e difícil de planejar.

 

  1. Ficar refém do algoritmo das redes sociais

Quando toda a presença digital está concentrada em redes sociais, o escritório passa a depender do algoritmo que rege as redes. Isso já seria um problema mesmo se esses algoritmos fossem fixos ou mudassem de forma pouco esporádica, pois há uma dificuldade de entendimento e transparência de como esses algoritmos funcionam. Mas essas dificuldades se intensificam cada vez mas, porque os algoritmos mudam o tempo todo e não há garantias.

O algoritmo não é parceiro estratégico, não pertence ao escritório. Logo, não oferece previsibilidade.

Um conteúdo que hoje alcança milhares de pessoas pode amanhã atingir apenas uma fração disso – não porque piorou, mas porque a plataforma decidiu priorizar outro formato, outro tipo de conta ou conteúdo patrocinado.

Concentrar toda a sua estratégia de visibilidade e atração de leads em um território no qual você não pode prever as regras é algo muito arriscado.

 

  1. Não ter propriedade dos conteúdos e links

Quando o escritório não tem site, blog ou páginas próprias bem estruturadas para SEO/AEO, ele não constrói propriedade digital. Tudo que você produz fica concentrado em plataformas de terceiros.

Se um perfil é derrubado, hackeado ou perde alcance, boa parte do histórico simplesmente se perde. Ainda que você salve os textos e imagens nos servidores do escritório, se um dia as páginas saírem do ar você perde não só os conteúdos, mas também os dados, as visitas, o histórico, todo o tráfego acumulado no link.

 

  1. Não construir sua própria base de dados

Talvez esse seja o risco mais invisível e também o que sai mais caro.

Sem mídia própria e CRM de marketing, o escritório não captura leads, não cria base de relacionamento e não constrói um canal direto com potenciais clientes. Toda interação fica mediada por plataformas externas.

Isso impede ações simples, mas estratégicas, como: nutrir leads, enviar conteúdos relevantes, construir um funil de vendas. Escritórios com mídia própria sabem quantas pessoas chegam, de onde vêm e como evoluem até a contratação.

Quem não constrói isso depende sempre do acaso.

 

Comece agora mesmo a investir em mídia própria

Se seu escritório ainda não tem um site próprio e não investe na produção de conteúdo autoral, provavelmente já perdeu oportunidades, mas é melhor começar agora do que continuar gastando tempo e recursos nessa estratégia de incertezas.

Vire essa chave! Ainda dá tempo de ter um 2026 de bons resultados com marketing jurídico.

Confira nosso artigo: 4 dicas para começar um planejamento de marketing jurídico para 2026 desde já 

 

 

 

 

 

 

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Alexandre de Souza Teixeira

Head – Sócio Fundador da IN COMPANY e especialista em marketing médico e saúde em geral.

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