Artigos Postado no dia: 3 fevereiro, 2026

Marketing Jurídico sem estratégia vira despesa: como transformar comunicação em valor, previsibilidade e crescimento

O marketing jurídico costuma ser entendido, de maneira errada, como um investimento de segunda prioridade, um gasto que pode ser cortado em momentos de incerteza. Isto quando esses serviços são contratados, pois alguns escritórios sequer chegam a considerá-lo. Uma das objeções mais comuns quando se fala em contratar uma assessoria de marketing jurídico é o custo.

O problema é que essa percepção quase sempre nasce de experiências ruins com marketing sem estratégia. Nesse cenário, de fato, o marketing jurídico acaba se tornando uma despesa mesmo, sem retorno ou sucesso mensurável que justifique a continuidade.

O que poucos percebem é que, quando bem estruturado, o marketing jurídico deixa de ser custo e passa a funcionar como ativo do escritório, capaz de gerar valor, previsibilidade e crescimento sustentável.

Ao ler esse artigo, você vai entender como o marketing jurídico pode ser executado de forma estratégica para gerar resultados, inclusive resultados mensuráveis, justificando-se como um verdadeiro investimento tanto necessário como determinante para o sucesso de um escritório de advocacia. Acompanhe!

 

O que é marketing jurídico estratégico?

Marketing jurídico envolve diversas ações de comunicação, publicidade, geração de vendas.

Mas se você acha que marketing jurídico envolve apenas postar nas redes sociais, ter um site ou “marcar presença” na Internet, não está pensando de forma estratégica.

O marketing jurídico estratégico envolve um conjunto de decisões pensadas para alinhar posicionamento, conteúdo, canais e objetivos de negócio. Tudo isso é feito sempre respeitando as diretrizes OAB e os limites éticos da advocacia e do marketing em geral.

Na prática, fazer escolhas das melhores ações, táticas e recursos para o marketing jurídico estratégico demanda responder perguntas como:

  • Qual é a mensagem que o escritório quer passar?
  • Quais são os pontos fortes do escritório? Quais áreas precisam ser fortalecidas?
  • Quais as principais soluções jurídicas oferecidas? Essas soluções estão em acordo com o que o mercado precisa ou está pronto para contratar?
  • Para quem o escritório quer falar? Qual é o perfil de cliente que se quer atrair (e qual não se quer)?
  • Qual o principal objetivo do escritório com o marketing jurídico? É ser mais conhecido? Ter mais cliente e mais “volume” na carteira? Aumentar percepção de valor para melhorar precificação? Segmentar melhor o nicho de clientes e de mercado?
  • Qual papel o conteúdo exerce no funil de vendas: visibilidade, autoridade ou conversão?
  • O que será considerado sucesso na estratégia? Aquisição de contatos/leads? Seguidores? Marcação de reuniões? Negócios fechados?

Sem essas respostas, qualquer ação vira tiro no escuro.

Com elas, o marketing deixa de ser um esforço disperso e passa a atuar como instrumento de posicionamento e diferenciação.

 

Por que marketing jurídico sem estratégia vira despesa

Quando não há estratégia, as consequências costumam ser de três tipos:

Ausência de mensuração real de performance

Sem objetivos claros, não há indicadores relevantes. O escritório não sabe se o conteúdo gera autoridade, se traz leads qualificados ou se influencia decisões de contratação. Fica a sensação de que nada dá retorno ou de que os resultados da estratégia são abstratos demais.

Desperdício de dinheiro e recursos humanos

Se o escritório produz conteúdo genérico, repetitivo ou superficial, enquanto sua verdadeira expertise fica invisível, e se segue investindo tempo e dinheiro em táticas rasas sem diferencial e sem acompanhamento, de fato está desperdiçando seus recursos.

Nesse cenário, a objeção ao custo do marketing faz todo o sentido. O erro está em concluir que marketing jurídico é caro, quando, na verdade, caro é fazer marketing sem direcionamento claro.

Riscos reputacionais ou ruídos de comunicação

Se a mensagem passada pelo escritório no marketing é uma, mas o serviço entregue é outro, inevitavelmente haverá insatisfação dos clientes, ou insatisfação com a qualidade dos leads atraídos.

A falta de planejamento estratégico de marketing leva a incoerência, e isso impede a construção de reconhecimento e confiança, dois pilares fundamentais da advocacia.

 

3 dicas para transformar comunicação em ativo do escritório e finalmente fazer marketing jurídico estratégico

Transformar o marketing jurídico em investimento exige mudança de mentalidade. Algumas dicas para “virar essa chave” são:

 

  1. Transforme expertise em conteúdos

O maior patrimônio de um escritório é o conhecimento acumulado em casos reais, teses, negociações e experiências práticas. O marketing de conteúdo jurídico estratégico começa quando essa expertise é traduzida em conteúdo relevante.

Não se trata de entregar informações de valor de graça e muito menos dar consultas gratuitas generalizadas (o que sequer é permitido pela OAB). Trata-se de mostrar repertório, visão crítica e domínio do tema. O cliente pode até não entender todos os detalhes técnicos, mas percebe rapidamente quem fala com propriedade e quem apenas replica o óbvio.

Quem se limita a transmitir informação jurídica “seca”, sem um diferencial, sem o ângulo correto, sem agregar valor advindo de expertise prática, acaba perdendo para fontes secundárias tradicionais de conteúdo (livros, leis) ou para as IAs que respondem perguntas de forma muito mais rápida e simples.

 

  1. Crie uma estratégia de branding com base nos valores do escritório

Branding jurídico não é apenas a criação de um logotipo bonito ou o uso de fontes e paletas de cores sofisticadas. Branding é a construção ativa, frequente, coerente de uma identidade. É como o escritório se posiciona, que tipo de advocacia defende, quais valores orientam suas decisões.

Quando o branding é coerente, o marketing passa a atrair clientes alinhados, reduzindo ruídos e aumentando a qualidade das relações profissionais.

 

  1. Incorpore o feedback e as percepções de clientes e colaboradores

Marketing jurídico estratégico não nasce apenas da cabeça do gestor ou do fornecedor de marketing. Ele se fortalece quando incorpora percepções reais de clientes e da equipe interna. Isso envolve prestar atenção em questões como:

  • Quais dúvidas surgem com frequência para os clientes e potenciais clientes?
  • O que os clientes valorizam no atendimento?
  • O que os colaboradores internos destacam dos feedbacks dos clientes ou dos principais problemas enfrentados no atendimento?
  • Que pontos geram insegurança?
  • Que pontos geram rejeição?
  • Que pontos geram encantamento?

Essas informações ajudam a produzir conteúdos mais precisos, humanos, eficazes, personalizados – em suma, conteúdos menos genéricos e artificiais.

 

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Então confira nosso artigo: 4 dicas para começar um planejamento de marketing jurídico para 2026 desde já 

 

 

 

 

 

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Alexandre de Souza Teixeira

Head – Sócio Fundador da IN COMPANY e especialista em marketing médico e saúde em geral.

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